sexta-feira, 14 de março de 2014







ATENDIMENTO ESCOLAR PARA PESSOAS COM SUDEZ


Partindo do pressuposto que a educação escolar das pessoas com surdez, precisa atender as especificidades a partir de intervenções baseadas nas dificuldades do educando, a fim de possibilitar que ele se aproprie de forma eficiente da linguagem, e do conhecimento, haja vista que sem este mecanismo a inclusão acaba não acontecendo de forma eficiente. Contudo, verifica-se que muitas questões relacionadas a este contexto, precisam ser discutidas e implementadas, afim de possibilitar a eficiência da inclusão.
O atendimento Educacional Especializado, dentro do contexto inclusivo, tem como premissa estimular o potencial das pessoas surdas. Pois é necessário promover ações especificas as necessidades dos educandos, haja vista que a educação inclusiva, não deve apenas ter como foco somente a questão da língua e sim em efetivar ações que promovam o desenvolvimento de habilidades e competências em leitura e escrita, assim como outras potencialidades. Percebe-se que a educação dos surdos se configura como um grande desafio aos profissionais da educação no que tange seu processo de escolarização. Logo, ressalte-se que à luz da Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que  visa refletir acerca do atendimento educacional especializado para alunos surdos nas salas de recursos multifuncionais e como esses espaços podem contribuir no processo de ensino-aprendizagem e na permanência desses alunos no contexto do ensino comum, se encontra elementos que favorecem a reflexão a  cerca desta necessidade especial. Segundo Damásio e Ferreira (2010, p.47):“Muitas propostas, principalmente no espaço escolar, precisam ser revistas e algumas tomadas de posição e bases epistemológicas precisam ficar mais claras, para que, realmente, as práticas de ensino e aprendizagem na escola comum pública e também privada apresentam caminhos consistentes e produtivos para a educação de pessoas com surdez.”
       Diante disto é necessário rever as políticas públicas, pois as necessidades das pessoas com necessidades especiais  devem ser de fato cumpridas,a fim de garantir o acesso ao conhecimento e promover a inclusão pautada no que se refere a ter direito a educação.Pois atualmente a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva (MEC, 2008) apresenta novas possibilidades para as pessoas surdas através do serviço complementar do Atendimento Educacional Especializado na escola, onde a língua de sinais e a língua portuguesa escrita são línguas de comunicação e instrução.









REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DAMÁSIO, M. F. M.; FERREIRA, J. de P., Educação Escolar de Pessoas com Surdez – Atendimento educacional especializado em construção. Revista Inclusão: Revista da Educação Especial. Brasília-DF, v.5, n.1, p.46-57, 2010.

DAMÁSIO, Mirlene F. M., Atendimento Educacional Especializado Pessoa com Surdez. SEESP/SEED/MEC, Brasília-DF, 2007.

______, Educação Escolar Inclusiva para Pessoas com Surdez na Escola Comum – questões polêmicas e avanços contemporâneos. Ensaios Pedagógicos construindo escolas inclusivas. 1º ed. MEC/SEESP, Brasília-DF, 2005.

ALVEZ, C. B.; FERREIRA, J. DE P; DAMÁSIO, M. M., Abordagem bilíngue na escolarização de pessoa com surdez. Coleção Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. MEC/SEESP/UFC, Brasília-DF, 2010


2 comentários:

  1. É verdade colega, é importante e necessário que se coloque em prática ações priorizando as necessidades dos alunos com surdez, contribuindo assim, com o aprender destes.

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  2. Obrigada pelo seu comentário,e que deus te abençoe cada vez mais,pois você é uma pessoa especial, guerreira, eficiente e com certeza contribui significativamente para a educação de nosso município!!

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